<font color=990000>O socialismo é a alternativa</font>
Iniciativa inédita no nosso país, o Seminário «Civilização ou Barbárie – problemas e desafios do mundo contemporâneo», que reuniu nomes mundiais da teoria e da prática marxistas, mais do que analisar o estado do mundo, tentou encontrar respostas para a sua transformação. Árduos e complexos são os caminhos a percorrer, mas a alternativa existe - o Socialismo.
Em cada rincão da terra germinam os alicerces da sociedade livre e justa
«A alternativa à barbárie que se esboça no horizonte é o socialismo», afirmou Miguel Urbano Rodrigues na abertura dos trabalhos. Falando em nome dos organizadores, Miguel Urbano reconheceu não ser função do seminário «fazer a revolução» mas, lembrou, «neste momento em que o imperialismo atingiu a sua fase última, em que a sua irracionalidade empurra para o exterminismo, não podemos combatê-lo eficazmente sem teoria revolucionária».
Foi exactamente isto que os participantes no seminário (e outros que, não podendo estar presentes, enviaram os seus contributos) procuraram fazer: analisar e compreender a actual fase do capitalismo e esboçar caminhos de futuro.
Caracterizar o inimigo comum, apesar das diferenças de opinião, algumas profundas, é de longe a parte mais fácil. Difícil mesmo é definir o caminho para a solução, porque embora a humanidade, para sobreviver, tenha de caminhar para o socialismo, as vias para atingir a meta têm de ser encontradas no contexto de cada país, tendo em conta as suas especificidades, a sua cultura, a sua história.
Conscientes de que a «democracia capitalista» em que vivemos não é mais do que a confiscação do poder do povo, e de que o capitalismo e o neoliberalismo se combatem com o anticapitalismo e o antineoliberalismo, os participantes no Seminário enriqueceram-se mutuamente com as reflexões produzidas, com os testemunhos e as experiências levadas ao debate, e fortaleceram-se para a luta com a certeza de que em cada rincão da terra germinam os alicerces da sociedade livre e justa por que aspiramos.
Com a intervenção de Miguel Urbano Rodrigues, feita na manhã de quinta-feira, a seguir à saudação do presidente da Câmara Municipal de Serpa, João Rocha, abriam-se os três dias de debate, divididos em diversas secções, a terem lugar em equipamentos culturais de Serpa e de Moura. Um debate onde marcou presença constante o «velho» Marx, cujo pensamento é afinal tão actual, a lembrar que, como alguém disse, «abandonar Marx é abandonar a luta».
Continuar Abril
«As revoluções de amanhã forjam-se na resistência à escalada contra-revolucionária e na capacidade de assimilar as lições da história», afirmou Miguel Urbano Rodrigues ao anunciar a presença do General Vasco Gonçalves. Ao «companheiro Vasco» coube encerrar o primeiro dia do seminário, com uma intervenção saudada entusiasticamente por todos os presentes.
Considerando o 25 de Abril como a mais profunda e popular das revoluções portuguesas, o General classificou-a mesmo como a «maior ofensiva feita contra o sistema capitalista» na Europa Ocidental desde a Comuna de Paris. Para Vasco Gonçalves, a Revolução de Abril abriu caminho a um «modelo de transição pacífica, democrática e pluralista para o socialismo», que foi sendo elaborado na prática, nas condições políticas, sociais e culturais do nosso país.
Mas a contra-revolução venceu e, com a restauração capitalista e, mais tarde, com a ofensiva neoliberal, foram sendo progressivamente destruídas as conquistas de Abril. Segundo o General, a actual maioria que governa o País expressa a «mais poderosa tentativa de liquidação do 25 de Abril, no contexto de uma perigosa situação internacional».
Para o «Companheiro Vasco», é necessário lutar contra o capitalismo, que enfrenta, na sua opinião, uma grave crise. Nesta luta, realçou, será «acumulada a força social e política necessária para a mudança e para a instauração de um governo que faça uma política que cumpra o princípio fundamental do Preâmbulo da Constituição da República: “abrir caminho para uma sociedade socialista, no respeito da vontade do povo português, tendo em vista a construção de um País mais livre, mais justo e mais fraterno”».
Foi exactamente isto que os participantes no seminário (e outros que, não podendo estar presentes, enviaram os seus contributos) procuraram fazer: analisar e compreender a actual fase do capitalismo e esboçar caminhos de futuro.
Caracterizar o inimigo comum, apesar das diferenças de opinião, algumas profundas, é de longe a parte mais fácil. Difícil mesmo é definir o caminho para a solução, porque embora a humanidade, para sobreviver, tenha de caminhar para o socialismo, as vias para atingir a meta têm de ser encontradas no contexto de cada país, tendo em conta as suas especificidades, a sua cultura, a sua história.
Conscientes de que a «democracia capitalista» em que vivemos não é mais do que a confiscação do poder do povo, e de que o capitalismo e o neoliberalismo se combatem com o anticapitalismo e o antineoliberalismo, os participantes no Seminário enriqueceram-se mutuamente com as reflexões produzidas, com os testemunhos e as experiências levadas ao debate, e fortaleceram-se para a luta com a certeza de que em cada rincão da terra germinam os alicerces da sociedade livre e justa por que aspiramos.
Com a intervenção de Miguel Urbano Rodrigues, feita na manhã de quinta-feira, a seguir à saudação do presidente da Câmara Municipal de Serpa, João Rocha, abriam-se os três dias de debate, divididos em diversas secções, a terem lugar em equipamentos culturais de Serpa e de Moura. Um debate onde marcou presença constante o «velho» Marx, cujo pensamento é afinal tão actual, a lembrar que, como alguém disse, «abandonar Marx é abandonar a luta».
Continuar Abril
«As revoluções de amanhã forjam-se na resistência à escalada contra-revolucionária e na capacidade de assimilar as lições da história», afirmou Miguel Urbano Rodrigues ao anunciar a presença do General Vasco Gonçalves. Ao «companheiro Vasco» coube encerrar o primeiro dia do seminário, com uma intervenção saudada entusiasticamente por todos os presentes.
Considerando o 25 de Abril como a mais profunda e popular das revoluções portuguesas, o General classificou-a mesmo como a «maior ofensiva feita contra o sistema capitalista» na Europa Ocidental desde a Comuna de Paris. Para Vasco Gonçalves, a Revolução de Abril abriu caminho a um «modelo de transição pacífica, democrática e pluralista para o socialismo», que foi sendo elaborado na prática, nas condições políticas, sociais e culturais do nosso país.
Mas a contra-revolução venceu e, com a restauração capitalista e, mais tarde, com a ofensiva neoliberal, foram sendo progressivamente destruídas as conquistas de Abril. Segundo o General, a actual maioria que governa o País expressa a «mais poderosa tentativa de liquidação do 25 de Abril, no contexto de uma perigosa situação internacional».
Para o «Companheiro Vasco», é necessário lutar contra o capitalismo, que enfrenta, na sua opinião, uma grave crise. Nesta luta, realçou, será «acumulada a força social e política necessária para a mudança e para a instauração de um governo que faça uma política que cumpra o princípio fundamental do Preâmbulo da Constituição da República: “abrir caminho para uma sociedade socialista, no respeito da vontade do povo português, tendo em vista a construção de um País mais livre, mais justo e mais fraterno”».